A notícia que todo mundo temia chegou. A Resolução GECEX nº 852 já foi publicada no Diário Oficial e alterou as alíquotas de imposto de importação para bens de informática. Placas de vídeo, processadores (CPUs), memórias RAM e placas-mãe vão deixar de ser isentos (0%) e passarão a pagar 12,6% ou até 20% de tributação no porto.

Novas alíquotas por componente

A medida do Governo entra em vigor em duas datas cruciais: uma parte já está valendo desde 6 de fevereiro de 2026 e a pior parte começa agora, dia 1º de março de 2026. O objetivo do Ministério da Fazenda, segundo eles, é proteger a indústria local.

Componente NCM principal Alíquota anterior Nova alíquota
Placa de vídeo (GPU) 8473.30.11 ou 8471.80.90 0-10,8% 12,6-20%
Processador (CPU) 8471.50.21 ou 8542.31.00 0-7% 7,2-12,6%
Memória RAM (módulos) 8473.30.11 0-6,5% 12,6%
Placa-mãe 8473.30 ou 7410.21 0-10,8% 12,6-18%

O impacto até o preço na loja

Pense na cadeia assim: a placa sai da fábrica na China ou Taiwan. Entra no container e então chega ao porto (Santos ou Rio). Aí começa a tributação em etapas. Cada imposto usa o valor anterior como base. Isso cria o “efeito cascata”. O fornecedor paga tudo e repassa à loja. A loja repassa ao cliente.

Passo 1: No porto (importador paga impostos federais e estaduais)

  • Valor inicial (FOB + frete internacional + seguro = CIF).
  • Imposto de Importação (II) incide sobre CIF.
  • IPI vem sobre CIF + II.
  • PIS/COFINS-importação sobre CIF + II + IPI.
  • Despesas aduaneiras entram na base do ICMS estadual (18% no RJ).

Resultado: custo desembaraçado (landed cost) dobra ou triplica o FOB.

Passo 2: Frete interno ao centro de distribuição

Container segue por rodovia ao CD do fornecedor em SP ou RJ. Além da questão do frete, o Fornecedor armazena e adiciona margem de 10-15% sobre o valor do custo já com os impostos.

Passo 3: Distribuidor para loja

Fornecedor vende ao atacadista ou direto à loja (Kabum, Pichau). Atacadista aplica 15-25% markup para cobrir logística interna e estoque.

Passo 4: Loja para consumidor (Se você não compra na internet)

Loja paga aluguel, luz, funcionários. Aplica margem final de 25-40%. Preço na gôndola inclui tudo. Consumidor vê alta de 30-60% sobre o FOB original.

O aumento no II de 0-2% para 12-20% no porto gera R$ 300-600 extras por componente só nesse imposto. Mas como cada etapa tributária usa a base anterior, o total no varejo sobe R$ 1.000 a R$ 2.000 por peça.

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Governo diz que impacto é zero, importadores chamam de mentira

Em entrevista recente ao O Globo, Ualace Moreira, secretário do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou que a medida "não terá impacto nos preços". Segundo ele, 95% dos celulares consumidos no Brasil são fabricados (Montados, né?) aqui, e portanto não sofreriam com o aumento dos impostos.

No entanto, a ABIMP (Associação Brasileira dos Importadores) e especialistas do setor desmentem essa narrativa. O presidente da ABIMP alertou sobre a elevação abrupta de itens com baixa ou nenhuma produção local (como GPUs de alto desempenho, CPUs e placas-mãe avançadas).

Na prática, o discurso do MDIC pode fazer sentido para geladeiras ou alguns modelos básicos de celular montados em Manaus, mas para o mercado de Hardwares (peças de PC), a história é outra: nós não fabricamos processadores nem chips gráficos no Brasil. Tudo vem de fora. O aumento da taxa nas peças de computador vai, sim, estourar direto no bolso de quem quer montar ou atualizar um PC.

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